quarta-feira, 24 de junho de 2009

Emile Jacques Dalcroze


Criou o método eurrítmico. Que utiliza a resposta do aluno ao ritmo proposto através de movimentos rítmico-corporais. Para Dalcroze o movimento corporal é o fator essencial para o desenvolvimento rítmico do ser humano e contribui para o desenvolvimento da musicalidade.
“As conclusões das teorias de Dalcroze são baseadas principalmente em sua intuição. Era um homem observador, atualizado, consciente das condições em que se encontrava a sociedade a qual pertencia, e das transformações pelas quais passavam os valores e sentimentos de seus alunos.
É interessante comprovar que você chegou, por caminhos totalmente diferentes dos da psicologia fisiológica, a conceber, como ela, a importância psicológica dos movimentos e o papel que desempenha o movimento, como suporte dos fenômenos intelectuais e afetivos.’”(Claparède e Bachman, apud: Fonterrada 2005, p. 113)
Para Dalcroze, qualquer fenômeno musical é objeto de uma representação corporal. Ele apela continuamente à atenção, à memória auditiva e à capacidade de livre expressão do aluno, mediante a criação de exercícios rítmicos e melodias com ritmo, de movimentos simples e coreografados.
“Apoiando-se na tradição das grandes festas populares de seu país, principalmente os espetáculos da Paixão, durante a Semana Santa, que, tradicionalmente, mobilizavam centenas de pessoas, mostra que os suíços tinham ‘um instinto natural para a arte de agrupar a turba e de tornar vivas as cenas, e que podem ser vistos nas festas da Paixão, que remontam ao séc. XII, em que o entrosamento entre os diferentes elementos da tríade são perfeitos. ‘” (Fonterrada 2005, p. 117)
O diferencial de Dalcroze, a partir desta observação é o acolhimento da cultura popular no ensino da música, uma revolução para a Educação Musical, hoje, bastante comum nas escolas.
Dalcroze dedicou sua vida ao ideal de que as novas propostas de ensino da música, permitiria o pleno desenvolvimento das capacidades sensório-motoras, sensíveis, mentais e espirituais da criança e, em consequência, de toda a população. Concluindo, os fundamentos da Escola Dalcroze são: A audição musical, que consiste em desenvolver a percepção auditiva da altura dos sons; senso rítmico, que consiste em fazer e sentir o ritmo pela recriação motora; despertar o aluno através de atividades concretas e físicas, adequadas a faixa etária; e fundamentos rítmicos, alcançar o domínio dos ritmos através de sua mobilidade natural.


Bibliografia:
Fonterrada, Marisa Trench de Oliveira. De tramas e fios: Um ensaio sobre música e educação. Ed. Unesp, 2005.
Loureiro, Alícia Maria Almeida. O ensino de música na escola fundamental Ed. Papirus, 2007.

Educação a Distância

terça-feira, 16 de junho de 2009

Grandes Nomes da Pedagogia Musical

A Educação Musical, deve seu desenvolvimento a diversos fatores, entre eles merecem ser mencionados o aparecimento de importantes atores no estudo do desenvolvimento de teorias educacionais, que são Froebel, Pestalozzi e Claparède.
“Herdeiros de Rousseau, Pestalozzi e Froebel, defendem uma educação baseada no respeito à natureza humana, às suas necessidades e interesses, e enfatizam a importância da sensibilidade no desenvolvimento da razão. A experiência é vista por eles como pré-requisito para a aprendizagem. Por isso, ambos defendem um ensino baseado em métodos intuitivos que, colocando os alunos em contato com a realidade, desenvolviam-lhes o senso de observação, a análise de objetos e fenômenos da natureza e a capacidade de expressão. A ênfase à sensibilidade no processo de construção do ser humano abre caminho para uma educação musical mais voltada para a prática que para a teoria, ensejando a construção de materiais didáticos com essa finalidade.” (Fonterrada 2005 p. 41)
Edouard Claparède, foi um médico e psicólogo que teve entre seus discípulos, Jean Piaget, que continuou seus estudos seguindo a mesma vertente, e Sigmund Freud. O cientista suíço defendia a necessidade de estudar o funcionamento da mente infantil e de estimular na criança um interesse ativo pelo conhecimento.
“Os educadores musicais do início do século XX constituem-se em pioneiros no ensino da música. Como se viu, num período histórico não muito distante, não havia preocupação específica em cuidar do desenvolvimento e do bem-estar da criança, ou mesmo do jovem e do adulto. A intenção do ensino variava a cada época, de acordo com a maneira pela qual a criança e o jovem eram vistos em determinada sociedade, bem como com a visão de mundo e os valores eleitos por essa sociedade. No século XIX que findava, essa intenção concentrava-se, antes de mais nada, na produção de bons intérpretes musicais; no âmbito acadêmico, o que se buscava era excelência no conhecimento técnico/instrumental e científico.” (Fonterrada 2005, p. 109)
“No início do século XX, o ensino da música na Europa sofre mudanças. Influenciados pelo movimento escolanovista, em expansão na Europa, músicos e pedagogos como Edgar Willems, na Bélgica; Jacques Dalcroze, na França; Carl Orff, na Alemanha; Maurice Martenot, na França; Zóltan Kódaly, na Hungria; Shinichi Suzuki no Japão, desenvolvem propostas inovadoras para o ensino de música, como uma alternativa para a escolarização de crianças oriundas de classes sociais desfavorecidas.”(Loureiro 2007, p. 54)

Bibliografia:
Fonterrada, Marisa Trench de Oliveira. De tramas e fios: Um ensaio sobre música e educação. Ed. Unesp, 2005.
Loureiro, Alícia Maria Almeida. O ensino de música na escola fundamental. Ed. Papirus, 2007.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

A música e a criança

Segundo Jeandot (1990), a receptividade à música é um fenômeno corporal.

Ao nascer, a criança entra em contato com o universo sonoro que a cerca: sons produzidos pelos seres vivos e pelos objetos. Sua relação com a música é imediata, seja através do acalanto da mãe e do canto de outras pessoas, seja através dos aparelhos sonoros de sua casa.

Em todas as civilizações costumam-se acalentar os bebês com cantos e movimentos. Quantas vezes vemos uma mãe balançar suavemente seu filhinho, ao som de alguma melodia, para acalmá-lo ou adormecê-lo? Na verdade, antes mesmo de nascer, ainda no útero materno, a criança já toma contato com um dos elementos fundamentais da música - o ritmo - através das pulsações do coração de sua mãe.

Segundo a mesma autora, em concordância com diversos outros, vemos também que, antes ainda de começar a falar,podemos ver o bebê cantar, gorjear, experimentando os sons que podem ser produzidos com a boca. Observando uma criança pequena, podemos vê-la cantarolando um versinho, uma melodia, ou emitindo algum som repetitivo e monótono, balançando-se de uma perna para a outra, ou ainda para a frente e para trás, como que produzindo o movimento do acalanto. Essa movimentação bilateral desempenha papel importante em todos os meios de expressão que se utilizam do ritmo, seja a música, a linguagem verbal, a dança etc.

Para Jeandot, as crianças gostam de acompanhar as músicas com movimentos do corpo, tais como palmas, sapateados, danças, volteios de cabeça, mas, inicialmente, é esse movimento bilateral que ela irá realizar. E é a partir dessa relação entre o gesto e o som que a criança - ouvindo, cantando, imitando, dançando - constrói seu conhecimento sobre música, percorrendo o mesmo caminho do homem primitivo na exploração e na descoberta dos sons.


Bibliografia
Jeandot, Nicole. Explorando o universos da música. Editora Scipione, 1990.

domingo, 31 de maio de 2009

Músicas Infantis

Muitas atividades, que ajudam desenvolver o ritmo e a cooperação, são encontrados no site da professora Viviane Beineke.
O professor pode reproduzi-las, ou recriá-las, facilitando sua execução, consulte o site para conferir as partituras com as atividades:

http://www.lengalalenga.com.br/

Confecção de Instrumentos Alternativos

Esta atividade é feita, com a turma dividida em grupos de no máximo cinco crianças.
Desenvolvemos a construção, decoração e utilização do instrumento musical.
Veja o vídeo abaixo:



O que é Musicalização Infantil

A Musicalização Infantil, não é uma disciplina muito antiga.

Na verdade trata-se de conhecimentos adquiridos a partir do interesse de educadores, estudiosos e músicos que foram surgindo à partir do século XVIII, com a valorização da criança e do conhecimento de suas necessidades e peculiaridades.
Hoje, um recurso muito utilizado, que veio de alguns dos conceitos desses estudiosos é a bandinha rítmica.
A bandinha rítmica, é um importante instrumento de socialização, valorização do indivíduo no grupo, de coordenação motora e auto-estima para a criança, além de trabalhar os conceitos básicos da música.